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dez
02

A próxima super grande potência: China

Depois de deixar a Mongólia, parti para última etapa da Transiberiana, Beijing, China. Originalmente a Transiberiana não vai para Beijing, mas sim para Vladivostok, perto do Japão, o caminho para Beijing, passando pela Mongólia é conhecido como Transmongoliana.

Cheguei na China no dia (11/09/2011) e também já havia agendado o transfer com o albergue, esta pode ser a maneira mais dispendiosa, mas é um custo que julgo valer a pena, principalmente quando  você esta chegando em um novo país e também com “muita”bagagem e por questões de segurança. O albergue era muito agradável, bem localizado, ao lado da Cidade Proibida (http://en.wikipedia.org/wiki/Forbidden_City) e com uma atmosfera muito boa. Diferente dos albergues que tinha ficado até agora, os albergues da China, não disponibilizam a cozinha para você fazer sua própria comida, o que é um pena, pois eles tem uma variedade enorme de alimentos e seria muito bom fazer minha própria refeição, mas por outro lado, é muito barato comer na rua. O motivo deste “impeditivo”é em função dos impostos que os albergue tem que pagar para o governo, então eles cobram muito barato pela hospedagem,cerca de 10,00 Euros e em contra partida tem seu próprio cardápio, para que você coma no albergue.

Bem próximo do albergue tinha uma feira noturna, que começava por volta das 18:30, onde era possível comer de tudo, tudo, tudo mesmo, desde escorpiões, centopéias, larvas de bicho da seda, até cachorro e cavalo marinho. Mas também comidas “normais”, como Noodles, Dumplings, Vegetais e etc…

Beijing me impressionou pela quantidade de pessoas(10 milhões de habitantes), além da organização, limpeza, facilidade de locomoção, transporte público, principalmente o metro e também uma coisa curiosa, pelo menos na época em que estive lá, era impossível ver o sol, não por conta de tempo nublado ou ruim, mas por conta de poluição.

Beijing  talvez seja o principal ponto de chegada (e partida), para que chega à China, não só por se a capital e concentrar a maioria de vôos internacionais, mas também por ter duas das principais atrações turísticas da China: Cidade Proibida e Muralha da China (http://pt.wikipedia.org/wiki/Muralha_da_China) (três horas de carro). Além de alguns Palácios (Summer Palace) Templos Budistas e Confucionistas, a Praça Celestial da Paz e alguns Parques, onde os chineses praticam seus “exercícios”diários.

Meu plano inicial para China, era ficar dois meses, pois meu visto era de dupla entrada e 30 dias cada, e eu precisava sair e voltar, até o dia 08/11. Então a idéia era descer em direção a Guangxi (Sul) e de lá pegar um avião para o Nepal, depois de alguns dias de trekking (15), voltar para China, na província de Yuannan, onde fica Shagri-lá e Dali, duas cidades com estilo mias tibetano/ budista, já que tinha desistido de ir ao Tibet. Porque? Porque é caro!!! Pelo menos para mim naquele momento.  Não dá para ir para o Tibet sozinho, você tem que estar “ligado” a alguma excursão/ agencia, além da permissão, do transporte (trem) e acomodação e o tempo de permanência, em garal são 7/8 dias e por isso eu teriam que pagar cerca de 1.200,00 dólares, além de ter que esperar formar um grupo de no mínimo 5 pessoas, caso contrario seria mais caro ainda. Mas o plano de ir para o Sul, em direção ao Nepal, continuou, então fui para Pingyao (http://en.wikipedia.org/wiki/Pingyao_County), onde estava acontecendo uma exposição nacional de fotografia, depois Xi’an, (http://en.wikipedia.org/wiki/Xi’an), onde estão os guerreiros de terracota, Chengdu (http://en.wikipedia.org/wiki/Chengdu), onde tem a reserva com os ursos pandas) e Guilin (http://en.wikipedia.org/wiki/Guilin), terra do Terraços de Arroz, do Li River e os pássaros pescadores, depois voltei para Chengdu, para pegar o vôo para Kathmandu (Nepal).

Todos os lugares que estive na China, fui de trem, que é uma excelente opção em termos de custo, mas com certeza não é a maneira mais confortável, ainda mais quando você está no meio do feriado nacional de uma semana e a impressão que eu tinha era de que todos os 1.3 bilhões de chineses, estavam viajando comigo e indo para os mesmo lugares que eu. Por outro lado, se encarar esta Via Sacra, como parte da estilo de viajar e da cultura chinesa, talvez se sinta melhor, mesmo com eles escarrando do seu lado, tirando meleca, te empurrando e forçando a barra para sentar do seu lado, em um lugar que só cabem 3 pessoas e eles querem que caiba 4. Também ajuda a melhorar um pouco, quando você fica sabendo que no feriado de fevereiro é muito pior, pois eles dormem no compartimento de bagagens, em cima das malas, que ficam logo acima dos bancos!!!! Mesmo nos vagões com cama, hard sleep, que eu chamei de hard to sleep ou em soft sleep, é uma aventura, no mínimo sonora, pois parece que todos eles, quando criança, fazem curso de ronco e os vagões se transformam em verdadeiras orquestras sinfônicas…

2 comentários

  1. Fernanda do Valle disse:

    Hahaha…eu tive a mesma impressão que você quando estava em San Francisco, onde tem a maior colônia de chineses dos USA.

    1. Renato Serigni disse:

      Olááá, Fê!!!
      Eles estão em todos os lugares do mundo!!!! 1.4 bi!!!!!
      E aí, a viagem? Nunca mais falou mais nada!?!?!
      Como você está?
      BJS

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