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dez
06

6 Meses, 25% do tempo já se passou!!!

Ao longo destes 180 dias, tenho conversado com algumas pessoas no Brasil, além de conhecer novas pessoas de outros lugares e sempre que falo sobre a viagem, sobre o tempo que estou fora e que quero ficar mais 1 ano, 1 ano e meio (dependendo da grana), esta pessoas quase sempre me fazem as mesmas perguntas:

-       Como estou me sentindo?

-       Como está minha cabeça?

-       Se tenho sentido saudades do Brasil? De que?

-       Se sito alguma mudança?

-       Se tem valido a pena?

-       Se tenho visto coisas muito diferentes?

-       Se algo me marcou ou me impressionou?

-       Se vou voltar? Quando?

-       Se estou preparado para quando voltar?

-       Se me sinto sozinho?

-       Se já conheci muito gente?

-       Como tenho me virado para me comunicar?

-       Se já passei por alguma dificuldade?

-       Se tive algum problema?

-       Se estou me alimentando bem? Pai e Mãe, claro!!!

-       Se tenho cumprido o planejamento inicial?

-       O que faço durante o dia? Como é minha rotina?

-       Se vou conseguir ficar dois anos fora?

-       Se vou querer voltar a trabalhar em alguma empresa?

-       O que penso em fazer depois que voltar?

 

E algumas outras que não me lembro mais, mas que alguém vai fazer de novo e aí eu respondo (rs). Algumas destas perguntas, são perguntas que eu faço para mim mesmo e não tenho a resposta, mesmo até agora, na verdade talvez eu nunca tenha, pelo menos durante esta jornada.

Tenho certeza que estas perguntas são comuns para todos que fazem o que estou fazendo, logo as outras pessoas também fazem ou fizeram as mesmas perguntas para eles.

Bem, vamos as repostas:

a)    Estou bem, muito bem, bem de saúde, bem fisicamente e de cabeça. Aqui na Índia eu emagreci alguns quilos, cerca de 4 quilos, estou pesando 76 kg, que é um peso que considero bom para mim. Mas isso não quer dizer que estou me alimentando mal, faço as 3 refeições diariamente, a questão que aqui em Rishikkesh, não rola carne, de nenhuma espécie, pois é considerado um lugar sagrado, então tenho me alimentado basicamente de vegetais, frutas, verduras e massas e não tenho bebido refrigerante.

b)   Não me sinto cansado, até porque aqui é bem relaxante, não tem correria para ir para os lugares. Na China eu me senti bem cansado e também quando voltei do trekking, no Nepal. Acho que outra coisa que influenciou no cansaço, foi a quantidade de informação absorvida em um curto espaço de tempo, nos 4 primeiros meses de viagem e também ter que ir “correndo” de um lugar para o outro, enfrentando filas em lugares turísticos, coisas deste tipo… E também um pouco de preocupação com os próximos destinos, pois o tempo foi mais corrido e curto, no início.

c)    Sinto falta do Brasil sim, sim saudade dos meus amigos, sinto saudade dos meus pais, meus irmãos, de pessoas queridas, de ligar para o Betão e para Andrea e perguntar onde vamos almoçar hoje, se vão fazer alguma coisa. Sinto saudade dos amigos que fiz no trabalho. Sinto saudade de poder ir para o Rio, pegar uma praia, uma puta saudade de mergulhar!!! Mas tudo isso eu já sabia que teria que passar e tudo foi muito maior nos 3 primeiros meses, não que não sinta mais saudades de tudo isso hoje, mas você acaba se acostumando e isso acaba fazendo parte da escolha que fiz.

É engraçado e triste também, pois sinto saudade, de algo que não “tive” e que sei que poderia ser melhor: Sinto saudade de um Brasil melhor. Um Brasil que pode dar certo, de um Brasil que puna severamente seus corruptos, pois corrupção existe em qualquer lugar, a diferença é o tratamento que dão no final: pizza ou cadeia.

Sinto saudade de um Brasil que prime pela educação de nossas crianças. De um Brasil onde as pessoas sejam educadas e civilizadas, principalmente no transito e no tratamento com os mais velhos. Sinto saudade de um Brasil onde as pessoas não se importem com seu carro, com a roupa que veste, com seu relógio ou com seu cartão de visitas, que não se importe com a vida alheia. Afinal, de uma coisa eu tenho absoluta certeza, temos tudo para ser o melhor pais do Mundo, sem contar que já temos a melhor cidade.

d)   Mudança, mudança, mudança, não senti ainda, tirando meu cabelo e minha barba que estão grandes (rs), acho que o que mais sinto é que estou passando a ver as coisas, as pessoas e a vida de forma mais simples e menos preconceituosa ainda, do que já procurava ver. Estou mais feliz, mais livre, me sinto de fato um cidadão do mundo, ainda mais porque as pessoas nunca sabem ao certo de onde sou e isso pouco importa para elas ou para mim. Sinto também, um grande acumulo de experiências e de enriquecimento cultural, posso afirmar que tem valido cada centavo que “gasto” e os que ainda vou gastar, vale muito mais apena do que um MBA, mesmo fora do pais.

e)    Sim, já vi muitas coisas diferentes, muitas pessoas diferentes, que se vestem diferentes, que se alimentam diferente, que comem com a mão, direita, pois a esquerda é para se limpar depois do numero “2”. Muitos lugares diferentes, muitos pôr e nascer do sol maravilhosos, muitos monumentos. Vi o tumulo de Napoleão, vi onde nasceu Buddha, onde o Gandhi foi assassinado, apertei a mão do Papai Noel e etc…mas acho que o que mais me marcou até agora, foi:

1)   Mosteiro Budista na Mongólia;

2)   A Mongólia em si é espetacular;

3)   A velocidade com que a China está crescendo;

4)   Ter atingido os 5.416 metros!!!

5)   Ver o por do sol na Mongólia e na Índia;

6)   Ver como são tratados os drogados na Noruega, como doentes e não como criminosos;

7)   A Muralha da China;

8)   Ter apertado a mão do Papai Noel,  incrível a energia que ele tem!!!

9)   Comer com a mão, todos deve, tentar;

10)          A Dinamarca, o melhor pais até agora;

11)          Ter me surpreendido com  NYC;

12)          Paris!!! Uma cidade que tentamos copiar, em várias cidades brasileiras e inclusive outras cidades do mundo, a explosão cultural/ histórica;

13)          O Louvre (Paris) e o Hermitage (São Petersburgo), o esqueleto da Lucy (Museu de história Natural de NYC)

14)          Catedral de Notre Dame

15)          A Universidade de Coimbra

16)         A espiritualidade da Índia

f)     Não sei se vou voltar, está é uma das perguntas que me faço regularmente e não sei a resposta. Quando penso no final da viagem, penso que voltarei, pois tenho alguns projetos na cabeça e penso em desenvolvê-los no Brasil. Mas em um ano, um ano e meio muita coisa pode acontecer, inclusive voltar antes do previsto.

g)    Não sei ainda se estou preparado para quando voltar, acho que só vou saber quando voltar, não sei se voltarei a trabalhar em uma empresa ou pelo menos quero encontrar alguma que valorize este tipo de experiência global.

h)   Em vários momentos me sinto sozinho sim, mas isso também já fazia parte das coisas que teria que enfrentar. Mas é um sozinho diferente, pois sei que daqui a pouco vou conhecer alguém e depois outro alguém e assim por diante. Mas são relações efêmeras, já que na media, duram cerca de 4/5 dias ou o tempo que passamos juntos nos albergues. Tirando o Mike e a Sheila que passamos mais de 1 mês juntos. Se preferia estar viajando com alguém? Sim, sem dúvida, de preferência com uma namorada, com minha mulher e/ou mesmo com um amigo(a).  Por outro lado, isso é o mais controverso de tudo, pois a melhor coisa da viagem é estar sozinho, não ter que depender de ninguém, fazer o que quer, a hora que quer e quando quiser, mas ao mesmo tempo sinto falta de alguém, para as coisas mais simples, como por exemplo, para olhar as coisas enquanto vou ao banheiro ou para ficar na fila enquanto compro algo para comermos…

i)     Na questão da comunicação, não tem jeito, o inglês é a língua universal dos viajantes e quando não rola, vai na mímica mesmo e o legal é que todos se esforçam para entender, mesmo quem não tem um inglês perfeito, não importa, não estamos fazendo uma entrevista para um emprego. Nos albergues, 99% das pessoas que trabalham na recepção falam inglês e podem ajudar caso você precise comprar algo ou ir para um determinado lugar, basta pedir para escrever em um pedaço de papel, o que quer, na língua local. O país que mais tive dificuldade de comunicação foi na Rússia,  até mesmo os lugares turísticos, carecem de informações e explicações em inglês. Para terem um idéia, agora que eles começaram a comunicar as estações do metro em inglês. Bem… se bem que no Brasil, nem isso fazemos!!! Na China e na índia, os outros dos BRIC’s já anunciam.

j)     Até agora, não passei por nenhuma grande dificuldade, tirando a tentativa de furto em Oslo, fora isso só coisas cotidianas, tipo: se perder no metro, não saber para que lado fica o hostel, perder ou esquecer coisas de baixo valor. Que continue assim, UFA!!!!

k)    Meu planejamento mudou bastante ao longo destes 6 meses, em relação ao que tinha “desenhado” em termos de prazo/ tempo nos lugares e em termos de grana, mas de forma macro tenho seguido o roteiro inicial. Penso que o importante foi ter saído com um plano, com uma estratégia, sabendo onde queria chegar, as mudanças, em um viagem tão longa, fazem parte. Uma cosia que tem dado super certo, foi a idéia de “seguir” o Sol, pois destes 180 dias, só devo ter pego uns 8/10 dias de chuva e pouco frio também, as temperaturas mais baixas, foram na Mongólia (1 noite) -5C  graus e no trekking do Nepal, também -5C e neve nos dois lugares.

Quanto a grana, tinha planejado gastar 100,00 Euro por dia, pois inicialmente pensei em ficar 1 ano, no máximo 1 ano e meio. Sabia que no começo teria um gasto alto pois passaria pelas cidades mais caras do mundo, o que fez com que meu custo médio diário ficasse por volta de 110,00 Euros, isso por dois meses e meio. Ssabia que quando chegasse na Ásia, isso mudaria. Na Rússia, já tinha caído para 88,00, na Mongólia, para 58,00, na China, para 50,00, Nepal subiu um pouco por conta do trekking, para 55,00 e aqui na Índia, está em 28,00, com tudo incluído. O custo geral hoje está na casa dos 70,00 Euros e se chegar aos 60,00 o que deve acontecer ainda nestes 3 meses de índia, consigo ficar os dois anos, claro que mantendo em 60,00 Euros/ dia. O que acho que vai ser fácil no Sudeste Asiático e na Indonésia,  onde devo ficar por uns 5 meses no geral. Na Austrália e na Nova Zelândia, deve subir um pouco outra vez, mas acho que vai dar para administrar.

Quanto ao tempo nos lugares, isso mudou bastante, menos no começo pois já tinha quase todas as passagens de trem compradas, até a Rússia, exceto em Paris que fiquei mais tempo, por conta de ter onde ficar e porque encontrei com a Nath e com a Patrícia, onde fiquei hospedado. Quando entrei na Rússia, também não mudou muito pois já tinha comprado as passagens da Transiberiana.

Depois que entrei na China, meu limite foi o tempo de vencer meu primeiro visto, 30 dias, já que era de dupla entrada, logo tinha que sair e voltar, antes do dia 08/11/2011. No Nepal acabei ficando um pouco mais (32 dias) e no final não voltei para China. Porque? Não sei, achei que seria uma energia ruim andar em sentido contrario da rotação da terra, coisa de maluco (rs). Hoje, a única coisa que me limita ficar nos lugares/ país, é o prazo do visto, pois de resto, se quiser ficar os 3 meses de visto da Índia, aqui em Rishikesh eu fico,  se quiser ir embora da Índia amanhã eu vou…

Aliás, isso é o que dá mais prazer e sensação de liberdade, eu ser dono do meu tempo!!! No início de viagem, não estava sentindo muito isso, por conta das passagens que já estavam agendadas, esse tipo de preocupação também foi um dos motivos que me fez desistir da passagem da Star Alliance, que era mais barata, mas me limitava e me “prendia”.

l)             Meu dia a dia, em geral, é bem parecido com o dia a dia de quem está de férias de 30 dias e está conhecendo um lugar novo. Vou nos lugares turísticos, fico no albergue, procuro feiras de rua, vou nos super mercados, para ver o hábito de consumo, produtos e embalagens, vou nos shoppings centers para ver a classe média e alta consumindo, procuro andar de transportes públicos, para me aproximar da “massa”, ando pelas ruas, sem destino, só para fotografar, talvez a única coisa que não faça é comprar coisas, lembranças e etc, pois teria que carregar depois e ficar despachando é caro. Procuro, sempre que possível ficar em quartos coletivos (dormitórios), assim consigo conhecer mais pessoas, só fico em quarto individual, quando é barato e quero um pouco mais de privacidade, para descansar. Vou a cafés e bares tomar cerveja, se for menos que 3,00 Euros. Mas por outro lado tem um dia-a-dia que poucos tem noção, pois requer organização, disciplina, pragmatismo e planejamento, que é: lavar roupas no banheiro, deixar as coisas sempre no mesmo lugar e sempre juntas, para nada ficar espalhado e perder ou esquecer, sempre trancar as malas, deixar as coisas da mala sempre arrumadas e pronto para ir embora, tirar o menos possível de dentro da mala, sempre conferir se está tudo com você antes de sair (dinheiro, passaporte, cartão de crédito, guia, mapa, máquina, devidamente carregada e com as lentes que vai precisar, papel higiênico, …), sempre lavar a louça depois que usou,  pensar e planejar o próximo destino, seja cidade ou pais, pensar no dia seguinte, em que lugares quero ir. Sempre anotar todos os gastos que tenho na rua, para depois lançar na planilha de custo, reservar o próximo albergue, comprar passagens. Baixar e editar as fotos do dia, para não acumular e demorar muito para baixar, pois são pesadas, ler os emails, ver recados do face, falar com algumas pessoas no Brasil, (skype, email, face) escrever no Blog,…Claro que tem coisa que dá para deixar para fazer depois , mas se der mole, acumula e depois perco mais tempo com isso. Quem estiver lendo, pode pensar: Queria eu ter só estas preocupações e tarefas diárias. Tudo bem, são coisas boas de se fazer, principalmente nesta condição sabática que estou tendo, mas guardada as devidas proporções, são obrigações, que as vezes os outros não imaginam que tenha, que tudo é diversão…

m)            Não sei se consigo ficar dois anos, hoje digo que sim e que meus únicos impeditivos são, a grana e se algo trágico acontecer comigo ou com meus pais, fora isso acho que dá para ficar.

n)             A grande dúvida que tenho agora é se de fato dou a volta completa no mundo ou se chegando na Austrália ou Nova Zelândia volto para África, que não estava nos meus planos originais ou se continuo para o Hawaii e dou seqüência no que tinha planejado.  Culturalmente, acho que vai ser mais interessante ir para África e depois para o Oriente (Paquistão, Cazaquistão,….) e dar a volta, tem um sabor de conquista e ao mesmo tempo de ego/ vaidade. Mais uma vez, tudo vai depender de grana, já que a opção africana/ oriente/ leste europeu é mais barata. Vou tomar esta decisão quanto estiver em vias de ir para Austrália (maio).

Bem, acho que é isso, se tiver alguma pergunta, é só postar.

Voltamos a nos falar no próximos post: Reshikesh!!!

27 comentários

  1. Nath Correa disse:

    Bjkas – Adorei o texto!

    1. Renato Serigni disse:

      Cabeça!!!
      Saudades!!!
      BJS

  2. Bruno - Santander disse:

    “A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.”

    Provavelmente Chaplin citou essa frase pensando em pessoas como você parceiro!!!

    E se um dia eu puder realizar um décimo do que foi este seu sonho que eu tive a oportunidade de compartilhar desde antes, já estarei feliz…

    Boa sorte! Grande abraço!

    1. Renato Serigni disse:

      Fala Brunão!!!
      Velho, o medo toma conta dos nossos corações quanto não temos sonhos, quanto não temos planos, quanto não temos esperança, quando não temos fé/ espiritualidade!!!
      Assim como a cor preta é a ausência de todas as cores, o medo, é a ausência destas coisas…
      Grande abraço, meu velho!!!

  3. Beta disse:

    Re, que fantástico… adoro a objetividade com que vocês homens tratam alguns assuntos. E ao mesmo tempo super sensível. Nos vemos em breve… talvez, por que não?!? beijos

    1. Renato Serigni disse:

      Beta,
      Vamos no encontrar sim, o mundo é bem pequeno!!
      MAnde notícias de sua viagem, se puder ajudar em algo, escreva.
      Beijos

  4. Clarita Ferreira disse:

    Que bom poder te ler … poder viajar com vc !!! Fico feliz em ver que vc esta bem e que tudo na medida do possivel esta dando certo. Na sexta- feira passada eu, Cida, Ana Maria, Renata Branco, Lila e o Julio Pessoa nos reunimos para tomar um chopp e falamos de vc !!! Todos estamos te acompanhando e torcendo por ti!!!
    Bj gd!!! Clarita.

    1. Renato Serigni disse:

      Oi Clarita!!!
      Nossa deve ter sido um bom encontro!!!
      Espero que tenham falado bem…rsrsr

      Grande beijo

  5. Dalmo Ricardo disse:

    Renato… que prazer ler seu relato. Que bom saber que você esta realizando seu sonho e ao mesmo tempo promovendo seu auto-conhecimento. Fico muito feliz por você estar se “encontrando” nesta longa e bela viagem. Tenho acompanhado suas publicações e devo confessar, realmente estava curioso para compreender porque você havia escolhido este roteiro… mas lendo suas palavras, tão carregadas de emoção e encantamento, compreendi que você estava em busca de um “auto-conhecimento”, em busca de descobertas, em busca da multipluralidade humana. Muitos anos se passaram desde que nos vimos pela ultima vez… muitas mudanças aconteceram, nossos caminhos seguiram direção bastante opostas. Porem, creia-me, continuo lhe admirando como pessoa, profissional e cidadão. So que agora tenho mais orgulho em dizer que conheço “um sujeito espetacular e que realmente conhece o mundo e seus habitantes”. Muita sorte na sua viagem e que a força que nos guia nesta vida te mostre o melhor caminho a seguir, mesmo que seja a escolha de um novo lugar para achar sua paz.
    Grande abraço,

    Dalmo Ricardo

    1. Renato Serigni disse:

      Olá Dalmo!!!
      Quanto tempo mesmo!!!
      Na verdade o roteiro fez parte de um planejamento para seguir o Sol, pois assim não preciso carregar tanta roupa, depois por “coincidência” acabei lembrando que o Sol também está no centro do meu mapa, no topo da casa 10 e isso acho que tem mais um sentido místico, astrológico…
      Outro ponto interessante do roteiro, foi que a cada passo, as cidades que eu visitava, me preparavam para a próxima experiência, para o que tinha por vir, isso foi bom também.
      Se os caminhos seguiram diferentes, não tem tanta importância assim, o importante foi que um dia o Universo fez com que eles se cruzassem e tivemos a chance de nos conhecer.
      Grande abraço e saúde!!!

  6. Regina Maria disse:

    Meu lindoooo,adorei e curti muito tudo que escreveu e vem escrevendo, este seu relato/resposta e resumo ao mesmo tempo , foi uma excelente ideia em aquietar e curar as ansiedades minhas(eu tenho) e também de quem se preocupa com você Fico feliz de saber que estas que bem, sem beber a danada da COCA cola (o nome já diz tudo) e sem comer carne, mas dizem que ficamos mais perto da espiritualidade…. é isso? Creio que também aos poucos encontraras partedas respostas, deixe a cada dia o que daquele dia (tenho praticado nos meus dias)por que também tenho tantas perguntas sem respostas….. e” procuro ver o percuso do rio” ou melhor da água quando a jogamos ela vai escorrendo para onde tem brechas” Quantas as sauddes, sinto também, mas logopenso o quanto tem sido a riqueza de aprendizado seus 6 meses , e ainda lhe vejo com projetosque possa ser de grande valor tudo que vem colhendo… Um senhor DIPLOMATA beijusda mama

    1. Renato Serigni disse:

      Mãe,
      De fato para os hindus, praticantes de yoga e praticantes da meditação, quando comemos carne, temo mais dificuldade de abrir nosso 7˚ chácra, o que fica no topo da cabeça, pois a carne bloqueia esta energia, já que são produtos de animais vivos, como nós.
      Beijos

  7. Gloria disse:

    Renato: que delicia ler este ultimo posy, me emocionei e me identifiquei muito tamb´me, na minha última viagem 26 dias mochilando na Europa tive todas essas sensações!!!!! Espero um dia ter a coragem de fazer o que vc está fazendo. Você pode até voltar, mas com certeza será outra pessoa, mais plural, mais completa!!!! Aproveite, curta, aprenda, ensine!!!!! Vou continuar curtindo daqui do Brasil. Bjs

    1. Renato Serigni disse:

      Olá Lindinha!!!
      Realmente são experiências incríveis, aprendizados e culturas…
      Um grande beijo!!!
      Coragem é quando nosso coração fala mais alto do que o nosso cérebro.!!!!

  8. Bebel disse:

    Rê, adorei ter minhas várias perguntas respondidas. Bom ter a reconfirmação de que está bem. Continue com as dicas do que mais te impressionou. Façaplanos , smansiedade , para sua volta. Estamos te aguardando…
    Ah! E uma correção importante: no Metrô do Rio as estação são anunciadas em portugues e ingles e isso já faz tempo.

    Beijo com saudades

    1. Renato Serigni disse:

      Belzinha,
      A idéia era essa, respondendo estas perguntas achei que dava para matar a curiosidade de muitos e pq também são perguntas comuns que fazem para as pessoas que estão um longo tempo viajando.
      Também estou com saudades de você!!!
      Não sabia que já estavam anunciando no metro, que bom, já é um passo para os Jogos e para Copa. Sabe se eles já tem Turist Informations Center, nos principais pontos turísticos?
      BJS

  9. Karina Souza disse:

    Se tudo der certo… te encontro na Austrália! Adorei o texto, me deu até um frio na barriga… rsrs
    Bjo!

    1. Renato Serigni disse:

      Quando vc vai para Australia? Onde vai ficar?
      BJS

  10. Tainah disse:

    Uma vez li que nosso corpo precisa de 3 meses para se adaptar a qualquer nova situação – física ou emocional – e que, sim, somos adaptáveis a tudo, desde que estejamos dispostos. Ler o seu relato dos primeiros meses (ufa, já se foram 25%! ;) ) me fez lembrar isso.

    Como vc disse, no começo tudo parece corrido, mais difícil, meio impossível até… mas agora vc transpareceu os sintomas da adaptação (e superação!).

    Muito lindo assistir vc realizando seu sonho, de forma tão plena. Vc sabe, né? To aqui na torcida por vc (e para que seu destino final seja o Brasil)!

    Beijo grande e saudades, sempre.

    1. Renato Serigni disse:

      Tainah!!!
      Que bom ter sua visita por aqui!!!
      Nao sei se 3 meses eh o tempo necessario, mas de fato parece ter sido uma “barreira”.
      Voce tambem esta acabando de realizar o sonho de muita gente e isso eh motivo de mutio orgulho!!!
      Meu destino final continua sendo o Brasil!!!!
      Super Beijo, saudade tamb’em!!!
      BJS

  11. olga disse:

    Renato, li suas respostas e percebi o qto vc está extasiado e curtindo a magia e o exotismo do oriente. Só que vc ainda tem um potencial enorme para oferecer com o seu trabalho. Espero que não saia do objetivo a que se propôs e dê continuidade a sua viagem proporcionando o sabor, a alegria, o entusiasmo, a aventura e o prazer do bem viver. É isso o que as pessoas buscam e querem qdo viajam. Um grande beijo!

    1. Renato Serigni disse:

      Olga,
      Obrigado, realmente o Oriente fascina!!!
      Obrigado pela visita ao blog, pode deixar que vou dar continuidade, ainda acho que n~ao cheguei no ponto que quero, mas sinto que estou perto.
      BJS

  12. Eliezer Araújo disse:

    Renato,
    Tudo de bom prá você.
    Tenho lido o seu relato de viagem. Nessa sua viagem tenho uma curiosidade: é quanto a adaptação do sistema digestivo (estômago e intestino) para processar novos costumes alimentares bem diferente do nosso. A gente passar um mes pela Europa e América do Norte é fácil, moleza, mas como é pelos continentes asiáticos e africanos durante muito tempo por onde tens ido?

    Meu caro, felicidades, sucesso, paz e abraço.

    1. Renato Serigni disse:

      Olá Eliezer,
      Primeiro, obrigado por acompanhar a viagem.
      Bem, não tenho grandes problemas quanto a comidas não, como de tudo, desde que não tenha pimentão (rs)….
      Ainda não cheguei na Africa, mas deve ser bem interessante também, na questão de comidas.
      Na verdade, comecei a sentir alguma diferença, inclusive na digestão, se é que me entende(rs), desde a Mongólia, pois eles comem animais que não estamos acostumados: cavalo e yak. Além do leite e seus derivados. Na China não é tão difícil assim, pois tem opções mais palatáveis, mas sou a favor de experimentar coisas diferentes, comer em feiras e lugares locais. Aqui na Índia, é mais complicado, mas mais por causa do fator higiene, mas tem uma regra básica, que no Brasil, usamos nas estradas: Onde tem caminhoneiro parado, pode ter certeza que a comida é boa. Nas viagens procuro fazer o mesmo: onde tem pessoas locais comendo, pode ir na fé!!! Até porque aqui na Índia, não vai ter jeito, vai ter uma(s) caganeiras mesmo…
      Vamos ver como vai ser na África…
      Abraços

  13. Larissa disse:

    Oi Renato, adorei esse texto, essa reflexao inicial de uma viagem tao especial e transformadora! Que maneiro vc estar fazendo isso. Quanta saudade eu sinto dessa fase, voltar a vida normal nao eh tao facil, mas a parte boa eh que voltamos diferentes, mais simples, com menos preocupacoes tolas. Boa sorte e que a viagem continue um sucesso para vc.
    Bj Laris

    1. Renato Serigni disse:

      Oi Laris!!!
      Quanto tempo??!!?As vezes fico imaginando o que passou também, deve ter sido incrível, incrível!!!
      Onde você está agora?
      BJS

  14. Denise disse:

    Olá, Renato,
    Dia 24 de Novembro de 2012, sábado à noite e estou me deliciando lendo o seu blog. Há semanas que procurava alguém que estivesse passando por um período sabático, pois será minha jornada em breve
    Pedi demissão do meu emprego. Abri mão de tudo: um ótimo salário, um cargo gerencial, bonus promissor. Vou tirar um ano sabático, a partir de Janeiro, e ainda estou definindo o roteiro. Provalvelmente, alguns destinos serão bem parecidos com os seus, porém em menor número.
    Queria te fazer algumas perguntas:
    1 – Eu gostaria de escolher 3 ou 4 lugares (entre Europa e Oriente) para passar temporadas mais longas (tipo 45 dias e 2 meses). Tinha pensado em Turquia, Tailandia, Holanda e Espanha. Que te parece?
    2 – Eu queria também ficar uma temporada em um lugar onde eu pudesse compartilhar aspectos espirituais, com um monge ou um guru. Alguém ou um grupo com quem eu pudesse conviver por um tempo e poder aprender
    Voce sabe como posso viabilizar isso? Tem alguma dica da sua experiência?

    Por agora, são essas perguntas. Queria trocar mais figurinhas contigo, porque adorei seu blog e sua forma de ver esse período sabático

    Forte abraço
    Denise

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