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fev
13

Varanasi, o lugar mais sagrado da Índia.

Depois de sair da cidade dos Templos do Kamasutra (Khajuraho), fui para Varanasi (http://en.wikipedia.org/wiki/Varanasi), no dia 27/01/12, em mais uma viagem noturna de trem, mas desta vez, mesmo tendo ficado na cama superior, que não dá nem para ficar sentado, consegui dormir um pouco melhor, já que no compartimento, não tinha ninguém que roncasse.

Cheguei em Varanasi, por volta das 11:00am e a primeira impressão foi a de estar em mais uma cidade grande qualquer, com transito caótico, com rickshaws businando para todos os lados e etc, longe do meu imaginário para cidade que é tida como a mais sagrada da Índia e também a mais antiga.

No primeiro dia, assim que fiz o check in na Guest House, fui dar uma andada pelas margens do Rio mais sagrado para o Hinduísmo, o Ganges (http://en.wikipedia.org/wiki/Ganges), o mesmo que passa por Rishikesh e que ainda bem eu já havia tomado meu banho nele, por lá. Fiquei andando e passando pelo Ghats (http://en.wikipedia.org/wiki/Ghats_in_Varanasi), que são os “portões”que até hoje servem de referência para todos, sendo os principais deles o Main Ghat (http://en.wikipedia.org/wiki/Dashashwamedh_Ghat) e o Manikarnika (http://en.wikipedia.org/wiki/Manikarnika_Ghat), onde os corpos são cremados ao ar livre e a cada 10/15 minutos, sem parar, todos os dias.

Não por muito, esta caminhada ao longo da margem, já foi o suficiente para sentir o clima do lugar, a energia, a forte presença da religião e o grande elo entre o Rio e a Índia. Como eu já tinha visitado bastante templo no decorrer de todo este tempo de Índia, decidi não ire m nenhum templo de Varanasi, pois o tudo que eu estava vendo e presenciando era um verdadeiro templo a céu aberto. Por isso nos 4 dias que passei aqui fiquei fazendo basicamente o mesmo trajeto, subindo e descendo a margem esquerda do Rio, vendo as cerimônias de cremação dos corpos e pujas (http://en.wikipedia.org/wiki/Pujas).

Tirando isso, fui a Sarnath (http://en.wikipedia.org/wiki/Sarnath) uma cidade que fica próxima (10KM) a Varanasi, par air de Tuc Tuc, para visitar o local onde Buddha, após receber a iluminação, realizou sua primeira “missa” ou discurso para seus seguidores.

Varanasi tem uma energia especial, diferente, na verdade não sei se é por conta do Rio, da cidade, das pessoas, da relação entre o Rio e as pessoas ou se é a mistura de tudo isso, já que tudo está muito ligado, de maneira visceral. O Rio tem uma magia, uma força, que impression, não tem como eu explicar direito, tem que sentir, ver, ouvir, cheirar…mas é um lance diferente da enrgia de Rishikesh, é como se aqui essa energia, fosse mais caregada, sente-se mais a presença da religião, talvez as fotos possam traduzir um pouco isso que estou tentando dizer (http://www.flickr.com/photos/viagemmundoafora/), no álbum Varanasi.

Tudo acontece nas margens do Rio e em seus Ghats, desde o nascimento até a morte, bebês são banhados aqui, pessoas se casam, pessoas atravessam ou trazem corpos de todos os lugares para serem cremados ou morrerem aqui, as roupas são lavadas, postas para secar, as pessoas tomam banho, diariamente ao longo de todo o dia, outros mergulham em suas águas para purificarem a alma ou limparem seus kharmas , fazem suas pujas, dão banho nos búfalos, “jogam”estátuas dos Deuses,  jogam corpos ….tudo, tudo…

Algumas pessoas não podem ser cremadas, pois segundo a tradição são consideradas sagras, são elas: mulheres grávidas, crianças, os shadus/ bábas, os leprosos e as pessoas que morrem por picada ou mordida de animais. Este grupo é levado para o meio do Rio, em um barco e amarram um pedra na cintura, para que sejam jogadas no Rio e afundem.

 

 

2 comentários

  1. francisco gomes disse:

    Estava eu fazendo minha caminhada matinal e ouvinda a CBN quando obtive o prazer de ouvir sua entrevista. Achei muito legal a reportagem e confesso que fiquei com inveja da tua coragem de abandonar sua segurança e sair… mundo afora, fazendo o que gosta. Muita coragem da tua parte, e fico feliz que esta se divertindo e aprendendo, e isso não têm dinheiro que pague.Na verdade nós que ficamos na “segurança” da rotina achamos que é assim que deve ser, estamos condicionados a isso. Mas você não, você pulou fora das pré-concepções e foi buscar a sua, criada por ti. Eu acredito que todos aqueles que ouviram a CBN no sábado e curtiram a suas histórias estão acrescentados pela suas experiências de vida. Fica na paz e continue obtendo sucesso nessa viagem. Francisco Gomes.

    1. Renato Serigni disse:

      Olá Francisco,

      Obrigado pelo post!!
      De fato ficamos muito presos ao mundo que criamos, ou melhor, ao mundo que os outros criam para nós e achamos que é o nosso, por isso saí, para descobrir um outro mundo.
      Grande abraço e acompanhe a nova viagem…
      Namastê

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